As principais fontes de emissões de gases de efeito estufa na atmosfera decorrentes das ações humanas são a queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural) pelo setor de produção de energia, industrial e de transporte, que responde por cerca de 80% das emissões mundiais, e o desmatamento e queimadas das florestas tropicais.
As ações de mitigação das mudanças climáticas devem reduzir as emissões e, consequentemente, o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera terrestre – especialmente o dióxido de carbono, pois é o gás que representa a maior fatia das emissões.
Duas abordagens de mitigação incluem: utilização de fontes de energia renováveis não-emissoras de carbono e a promoção da eficiência energética.
A CARE Brasil participa ativamente de diferentes fóruns e redes de debate sobre mecanismos de mitigação, contribuindo para fortalecer o debate junto à opinião pública. Em parceria com o Centro Clima da COPPE/UFRJ, foi realizada capacitação de amplo número de servidores públicos do Piauí, bem como lideranças empresarias e comunitárias, sobre o mercado de carbono, potenciais de projetos e ações de mitigação no estado.
A organização publicou em 2009 um amplo estudo sobre os impactos sociais do projetos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) no Brasil, constatando que este mecanismo de PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) necessita de maior transparência e participação para que possa ser classificado como mecanismo de desenvolvimento sustentável.
A CARE Brasil constitui uma ONG que, após um esforço para a redução de suas emissões, neutraliza anualmente suas emissões de gases de efeito estufa através da compra de créditos do mercado voluntário de carbono no Brasil.
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