
Michel Immacula, 23, com membros de sua família em frente ao abrigo provisório doado pela CARE (Natasha Fillion/CA
Seis meses após terremoto devastador, mulheres lideram a reconstrução
Seis meses depois do terremoto que matou mais de 220.000 pessoas e deixou 1,5 milhão de desabrigados no Haiti, a CARE está ampliando os esforços para assegurar que os sobreviventes tenham um teto resistente e uma base forte para reconstruir suas vidas.
A CARE está construindo de 25 a 30 abrigos provisórios por semana, mantendo o ritmo para completar, até dezembro deste ano, 2 mil estruturas montadas. Além disso, a organização pretende distribuir 20 mil kits de reforço para abrigos, contendo materiais como pranchas de madeira, pregos, cordas, fitas de proteção a furacões, entre outros. O reforço será particularmente crítico pois o Haiti entra na temporada de furacões.
“Em muitos casos, estamos trabalhando com mulheres viúvas, lares chefiados por mulheres e outras pessoas em situação mais vulnerável”, disse Helene Gayle, presidente e CEO da CARE EUA. “Em um nível básico, moradia dá privacidade, dignidade e segurança. Mas também fornece uma base para recuperação. Descobrimos que mesmo aqueles haitianos que perderam mais não perderam a vontade de reconstruir o seu país”.

Mulheres do comitê "Femme Vigilante": Uphania Ladouceur, 30 (esquerda) e Mesidor Hyguette, 29 (Natasha Fillion/CARE)
Nos campos de desabrigados, a CARE tem apoiado a formação de comitês de voluntariado que, como os próprios campos, tendem a ter mais mulheres do que homens. Em muitos casos, as mulheres assumiram papéis de liderança, garantindo que a CARE atinja os mais necessitados e consiga espalhar informações sobre higiene, saúde e apoio psicológico para crianças. Essas líderes também estão ajudando a aumentar a conscientização sobre a prevenção da violência contra mulheres.
Sempre que possível, a CARE está ajudando as famílias dos campos a voltarem para suas comunidades. Partindo dos seus 56 anos de experiência no Haiti, o grupo de ajuda humanitária está oferecendo oportunidades econômicas, fortalecimento da governança e melhoria da saúde e dos serviços educacionais – tanto em comunidades afetadas pelo terremoto, quanto em províncias mais afastadas.









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